Política

TSE suspende canal Exército do Lula no WhatsApp, Meta tem 3 horas para bloquear e 48 horas para relatório, Janones denuncia censura e Lula anuncia recurso

12 de outubro de 2026 às 07:31
• Por Redação Rádio São Luís • 6 min de leitura
TSE suspende canal Exército do Lula no WhatsApp, Meta tem 3 horas para bloquear e 48 horas para relatório, Janones denuncia censura e Lula anuncia recurso
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O Tribunal Superior Eleitoral determinou neste domingo que o canal Exército do Lula no WhatsApp seja suspenso, em medida que gera debate sobre limites entre moderação de plataformas e liberdade de expressão.

A decisão do presidente do TSE, ministro Nunes Marques, estabelece prazos claros para a Meta interromper o envio de atualizações e a entrada de novos seguidores, e exige um relatório completo das mensagens publicadas no canal.

As informações sobre a decisão e as reações, incluindo o posicionamento do criador do canal, o deputado André Janones, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelas declarações públicas dos envolvidos.

O que determinou o TSE e quais os prazos

O ministro Nunes Marques ordenou a suspensão do canal Exército do Lula, que reúne mais de 3,3 milhões de seguidores no WhatsApp. A Meta, dona do WhatsApp e do Facebook, tem 3 horas para interromper o envio de atualizações e a entrada de novos seguidores, segundo a decisão.

A suspensão vale até a homologação do resultado do segundo turno das eleições de 2026. Além disso, o ministro determinou que a Meta apresente, em 48 horas, um relatório com todas as mensagens publicadas no canal, inclusive as excluídas posteriormente.

Segundo Nunes Marques, a medida visa impedir o uso de uma ferramenta de comunicação para disseminar, em massa e às vésperas das eleições, conteúdos que o TSE já reconheceu como inverídicos.

Acusações de desinformação e pedido que motivou a ação

A decisão atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, do PL, que acusa o canal de disseminar desinformação. O TSE considerou necessário evitar a circulação massiva de conteúdos que possam afetar o processo eleitoral.

Na prática, a medida busca limitar a atuação do canal enquanto o Tribunal acompanha e documenta as mensagens, com o objetivo de resguardar a lisura do pleito até a homologação do resultado.

Reações públicas, declarações de Janones e de Lula

O criador do canal, o deputado federal André Janones, reagiu classificando a decisão como censura e convocou apoiadores a denunciar a medida. Janones afirmou textualmente, “Gente, eles conseguiram, o canal Exército do Lula sairá do ar em uma hora. Senta o dedo, explode esse vídeo para a gente denunciar. Denunciar que não é que se o Flávio Bolsonaro for eleito, a censura vai ser instalada. Já começou, a censura já começou, só que eles vão sentir agora a força de 3,3 milhões pessoas unidas. Nós não vamos nos calar, nós vamos continuar. Eles me proibiram, inclusive, de criar outro canal, sem nenhuma argumentação, nenhuma, nenhuma, nenhuma. Quem está lá no canal, está vendo que a gente não começou a divulgar nada lá praticamente ainda. Começamos só de ontem para hoje, mas essa eles venceram. Eu quero dizer o seguinte para vocês: vocês venceram a batalha, mas a guerra vocês não venceram.”

Em ato na Avenida Paulista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a suspensão e disse que irá recorrer. Em suas palavras, “Nós não vamos permitir que esteja fechado um canal de um deputado que está pedindo para as pessoas que querem votar em mim, estar participando de um canal do Exército do Lula. Ora, não é possível, não é possível que o Tribunal de Justiça Eleitoral não queira um comportamento civilizado e republicano, de permitir que as eleições fluam sem interferência da Justiça. Eu vejo que nas redes sociais nós estamos ganhando o jogo, e é por isso que eu estou desconfiado do comportamento da corte eleitoral, que tem bloqueado muita gente nossa e tem permitido que as ações deles continuem a fluir. Nós vamos hoje, sabe, entrar na justiça com o pedido do nosso partido, da nossa força, para que a gente equilibre esse jogo. Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição.”

O que vem a seguir e possíveis impactos

Com a ordem do TSE, a Meta precisa cumprir os prazos sob risco de sanções, e o relatório de 48 horas poderá servir de base para futuras decisões ou ações judiciais. A suspensão temporária busca mitigar riscos de desinformação nas vésperas da confirmação do resultado eleitoral.

O episódio intensifica o debate sobre moderação de conteúdo, responsabilidade das plataformas e o papel da Justiça Eleitoral no controle de informações durante o processo eleitoral. As próximas etapas incluem o envio do relatório pela Meta e os recursos prometidos pela defesa do canal e por lideranças políticas.

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