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Política

Abstenção de eleitores com 70 anos ou mais cai quase 10 pontos, de quase 60% para cerca de 49% no 1º turno, Voto 70+ mobiliza e INSS usa voto como prova de vida

17 de outubro de 2026 às 22:44
• Por Redação Rádio São Luís • 5 min de leitura
Abstenção de eleitores com 70 anos ou mais cai quase 10 pontos, de quase 60% para cerca de 49% no 1º turno, Voto 70+ mobiliza e INSS usa voto como prova de vida
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A abstenção de eleitores com 70 anos ou mais recuou no primeiro turno, em um movimento que mistura mudança demográfica e ações de mobilização da sociedade civil.

O resultado mostra que, mesmo sem a obrigatoriedade do voto nessa faixa etária, cresceu a participação, e grupos organizados ajudaram a derrubar barreiras práticas que impediam o comparecimento às urnas.

Esses números e iniciativas chamam atenção para o papel dos eleitores idosos no resultado eleitoral e para medidas que ampliam o acesso ao voto, sobretudo nas próximas etapas do processo eleitoral, conforme informação divulgada pelo Movimento Voto 70+, com dados do TSE, e com informações da Agência Brasil.

Queda na abstenção e números oficiais

Segundo o levantamento reunido pelo Movimento Voto 70+ com dados do Tribunal Superior Eleitoral, a abstenção de eleitores com 70 anos ou mais “caiu de quase 60% em 2022 para cerca de 49% no primeiro turno deste ano.”

O recuo ocorre em um cenário de aumento do eleitorado idoso: “Em 2022 eram quase 15 milhões de eleitores com 70+ e, neste ano, o grupo cresceu para mais de 17 milhões.”

No eleitorado em geral, “a abstenção em 2026 foi de cerca de 21%. Isso significa que 33 milhões de brasileiros aptos deixaram de votar.” Esses dados mostram que, embora a participação dos mais velhos tenha melhorado, a abstenção geral segue alta.

Ações do Movimento Voto 70+ para reduzir barreiras

O Movimento Voto 70+ organizou campanhas práticas para facilitar o voto dos idosos, desde a regularização do título até a mudança do local de votação para lugares mais acessíveis.

Na entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, a idealizadora do movimento, Cléa Klouri, destacou as ações e motivou a participação, afirmando, “Uma das coisas que nós indentificamos é que tinha uma barreira física, as pessoas diziam: ‘meu lugar de votação é longe!’, ‘eu vou ter que pegar muita condução para ir’. Então, fizemos um movimento que era para as pessoas regularizarem o título: mudar o lugar de votação por um lugar mais acessível. Depois a gente fez um segundo movimento que foi ‘O Brasil que os 70+ Sonham’ e nós estamos num terceiro movimento que se chama movimento. Continue se movimentando, mas não é só se movimentando fisicamente. Vá participar, vá votar, vá colocar a sua opinião. Os 70+ podem mudar o ponteiro dessa eleição”.

Para o segundo turno, o movimento lança a campanha ‘Vovó Vota’, com foco em aproximar netas e avós e em derrubar barreiras que afetam particularmente a abstenção feminina, como mobilidade reduzida e falta de redes de apoio familiar.

Incentivos, prova de vida do INSS e prioridade na fila

Além das ações de mobilização, há incentivos institucionais: o comparecimento às urnas pode ser usado pelo INSS para a prova de vida automática de aposentados, pensionistas e beneficiários de programas assistenciais.

A medida atinge inclusive quem não votou no primeiro turno de 2026, oferecendo um motivo adicional para que os mais velhos compareçam neste segundo turno.

Também vale lembrar que eleitores com 80 anos ou mais têm prioridade nas filas das seções eleitorais, o que reduz o tempo de espera e facilita o exercício do voto.

O que muda e o que ainda falta

O recuo na abstenção entre os 70+ mostra que medidas práticas e campanhas locais podem aumentar a participação, mesmo sem obrigação legal.

Ao mesmo tempo, o elevado índice de abstenção geral indica que são necessárias estratégias mais amplas, que includam transporte, informação e redes de apoio, para elevar a participação de todos os grupos demográficos.

Com dados do Movimento Voto 70+ e da Agência Brasil, a tendência é observar se as iniciativas mantêm o engajamento dos eleitores mais velhos até o fim do processo eleitoral, e se outras faixas etárias também respondem a ações similares.

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