Como os programas de governo de Lula e Flávio Bolsonaro tratam o manejo do fogo e a adaptação das cidades, com ênfase em obras, monitoramento, prevenção de incêndios e infraestrutura verde
As propostas dos dois candidatos ao segundo turno priorizam, de formas diferentes, a **prevenção de desastres**, a adaptação urbana e o combate a queimadas.
O foco vai de obras de contenção de encostas e drenagem urbana sustentada, até o fortalecimento da Defesa Civil e ações de fiscalização contra queimadas ilegais.
Os trechos que comparam ações passadas e metas futuras foram divulgados em material de campanha, conforme informação divulgada pela Agência Brasil.
Propostas de Lula para manejo do fogo e adaptação das cidades
O programa de governo de Lula, do PT, prioriza obras de contenção de encostas e drenagem urbana sustentável e investimentos em **infraestrutura verde**, com medidas para proteger mananciais e apoiar inovações na gestão de resíduos sólidos.
No combate a incêndios e queimadas, o PT defende a implementação dos planos de controle e prevenção do desmatamento e do manejo integrado do fogo, articulando ações de prevenção, controle e restauração.
O histórico do partido também é citado nas propostas, inclusive com destaque para ações passadas.
Em referência ao período anterior, o documento lembra que, “O histórico das gestões do PT aponta a criação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo e o desenvolvimento de programas voltados à adaptação das cidades.“
Propostas de Flávio Bolsonaro sobre adaptação urbana e resposta a eventos extremos
Flávio Bolsonaro, do PL, prioriza a ampliação da infraestrutura hídrica, e o fortalecimento do monitoramento e da resposta da Defesa Civil diante de eventos climáticos extremos.
Para o combate a queimadas, a proposta do PL foca em ações de repressão às queimadas ilegais, além de ampliar a prevenção, a fiscalização e o enfrentamento aos crimes ambientais.
As medidas apresentadas pelo candidato ressaltam atuação mais forte de órgãos de fiscalização e maior ênfase no uso de tecnologia para monitoramento em tempo real.
Resultados e recursos, o que mudaram entre gestões
O texto de campanha contrapõe conquistas e recuos no financiamento e na gestão ambiental entre mandatos. Entre as ações publicadas estão dados sobre unidades de conservação e fundos climáticos.
Segundo o material consultado, “Também foram criadas 231 novas unidades de conservação, entre áreas públicas municipais, estaduais, federais e Reservas Particulares do Patrimônio Natural.“
O documento também registra que, “Durante o governo do PL, entre 2019 e 2022, a destinação de recursos de fundos ambientais a novos projetos foi congelada.“
Além disso, aponta que, na gestão passada, a maior parte dos conselhos ambientais foi extinta, e os programas de ação e controle do desmatamento foram interrompidos, segundo a síntese divulgada pela campanha e pela reportagem da Agência Brasil.
O que muda para as cidades e para o manejo do fogo
Na prática, as diferenças entre os planos devem impactar como cidades se preparam para cheias, deslizamentos e incêndios, e como são financiados projetos de adaptação climática.
Enquanto a proposta do PT combina obras físicas, proteção de mananciais e políticas integradas de manejo do fogo, a proposta do PL privilegia reforço de fiscalização, monitoramento e resposta operacional.
Especialistas ouvidos pela imprensa avaliam que, para reduzir riscos urbanos e incêndios, é necessário integrar ações de planejamento urbano, gestão de recursos hídricos, fiscalização ambiental e financiamento contínuo, aspectos que aparecem de forma distinta nos dois programas, conforme informação divulgada pela Agência Brasil.