Política

Exército do Lula não tinha conteúdos falsos, dizem técnicos do TSE, mas alcance e mobilização coordenada geram preocupação sobre integridade eleitoral

12 de outubro de 2026 às 18:48
• Por Redação Rádio São Luís • 4 min de leitura
Exército do Lula não tinha conteúdos falsos, dizem técnicos do TSE, mas alcance e mobilização coordenada geram preocupação sobre integridade eleitoral
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Relatório técnico do TSE aponta ausência de desinformação no canal Exército do Lula, mas ressalta riscos por alcance, encaminhamentos e orientação à mobilização

O Tribunal Superior Eleitoral avaliou publicações do canal do Whatsapp nos dias mais recentes e não identificou reprodução de temas apontados como fake news.

Apesar da ausência de conteúdos classificados como desinformação, os técnicos chamaram atenção para a grande audiência e para sinais de atuação coordenada que podem ameaçar a integridade do processo eleitoral.

As conclusões constam em relatório da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação, solicitado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, nesta segunda-feira, conforme informação divulgada pela Assessoria do Tribunal Superior Eleitoral.

O que foi verificado

A assessoria do Tribunal Superior Eleitoral afirmou que não encontrou conteúdos de desinformação no canal do Whatsapp “Exército do Lula”. A verificação considerou textos das mensagens, pré-visualizações de links, miniaturas e títulos de vídeo, e áudios transcritos.

O documento afirma ainda que, “entre as publicações de 2 a 11 de outubro não foram encontradas reproduções dos temas apontados.” Essa revisão foi feita após a determinação do presidente do TSE, que chegou a ordenar a retirada do canal do ar, medida que depois foi suspensa pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.

Riscos apontados pelos técnicos

O relatório não ignora o potencial de dano, e descreve riscos à integridade das eleições relacionados à grande audiência, aos muitos encaminhamentos de mensagens e às orientações de mobilização. Também chamou atenção o uso de linguagem com lógica de confronto, que pode aumentar a polarização.

Os técnicos ressaltam que mesmo sem desinformação explícita, a combinação de alcance massivo e coordenação pode amplificar narrativas e influenciar o ambiente eleitoral.

Quem está por trás e repercussão

Segundo o documento, o canal “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado federal André Janones, tem 3,7 milhões de seguidores. O relatório também menciona que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro tem um canal para disseminação de informações da campanha, “Tropa do Flávio”, com um 1,4 milhão de seguidores.

Flávio Bolsonaro havia pedido a derrubada do canal por supostas fake news, citando menções a Nossa Senhora Aparecida e alegações sobre cortes em benefícios sociais, mas conforme o relatório não foram encontradas reproduções desses temas no período analisado.

Próximos passos e implicações

O caso ilustra o desafio de fiscalizar canais de grande alcance em plataformas privadas, e evidencia a tensão entre medidas de moderação e garantias processuais. O TSE deverá acompanhar a evolução das publicações, e as decisões sobre remoção de conteúdo permanecem sob análise, diante de recursos e decisões da corregedoria.

Em resumo, técnicos do TSE não identificaram desinformação, porém alertaram para o risco real decorrente do alcance e da mobilização coordenada, eventos que podem afetar a integridade do pleito.

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