São Luís

Vendas do comércio no Maranhão crescem 7,7% em setembro de 2026, superam média nacional e colocam estado entre os destaques do Índice do Varejo Stone

14 de outubro de 2026 às 15:32
• Por Redação Rádio São Luís • 5 min de leitura
Vendas do comércio no Maranhão crescem 7,7% em setembro de 2026, superam média nacional e colocam estado entre os destaques do Índice do Varejo Stone
ÁUDIO DA NOTÍCIA • RÁDIO SÃO LUÍS Ouça o boletim informativo ao vivo na rádio

No Maranhão, as vendas do comércio registraram crescimento de 7,7% em setembro de 2026, resultado acima da média nacional e do Nordeste, em levantamento mensal do Índice do Varejo Stone

A economia maranhense teve em setembro um resultado de destaque no varejo, com alta anual de 7,7%, superando a média do Brasil e do Nordeste, em cenário de expansão nas maior parte das unidades da Federação.

O avanço colocou o estado entre os oito com maior crescimento no período, empatado com Santa Catarina, em um ranking liderado por Roraima, Acre e Amazonas.

Os dados foram divulgados pelo Índice do Varejo Stone (IVS), que acompanha mensalmente o desempenho das vendas no país, conforme informação divulgada pelo Índice do Varejo Stone (IVS)

Posição do Maranhão na comparação regional e nacional

Segundo o levantamento, o crescimento de 7,7% em setembro de 2026 no Maranhão ficou 2,3 pontos percentuais acima da média nacional, que foi de 5,4%, e 1,6 ponto percentual acima do resultado do Nordeste, de 6,1%.

No recorte entre as 27 unidades da Federação, o Maranhão apresentou o oitavo maior crescimento, empatado com Santa Catarina. Na região Nordeste, o estado ficou atrás apenas da Bahia, que registrou alta de 10,5%, e da Paraíba, com crescimento de 9,7%.

Dos 27 estados e do Distrito Federal, 25 apresentaram crescimento na comparação anual de setembro, com Mato Grosso como o único estado a registrar retração, de 1,9%.

Tendências por regiões e destaques estaduais

O Norte liderou a alta regional, com crescimento de 10,2% no varejo, seguido pelo Nordeste, com 6,1%, Sul com 4,4%, Sudeste com 3,9% e Centro-Oeste com 3,4%.

Roraima liderou o ranking estadual, com alta de 19,6%, seguido por Acre (13,9%), Amazonas (12,1%), Distrito Federal (11,2%) e Pará (10,6%). Bahia (10,5%) e Paraíba (9,7%) também ficaram à frente do Maranhão no mês.

Desempenho por setores, variações mensais e anuais

O IVS mostra diferenças entre setores, com apenas três dos oito segmentos analisados registrando crescimento em relação a agosto. O maior avanço mensal ocorreu em Livros, Jornais, Revistas e Papelaria, com alta de 1,3%.

Em sequência, Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo subiram 0,6% e Artigos Farmacêuticos avançaram 0,5% no mês. Entre as quedas, Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico recuou 1%, enquanto Móveis e Eletrodomésticos teve retração de 0,9%.

Na comparação com setembro de 2025, cinco segmentos cresceram. Combustíveis e Lubrificantes liderou, com expansão de 13,4%, seguido por Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo, com 11,9%, Artigos Farmacêuticos com 4,8%, Livros, Jornais, Revistas e Papelaria com 3,6% e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico com 1,4%.

Leitura econômica e perspectivas

No Brasil, as vendas do varejo encerraram o terceiro trimestre de 2026 com crescimento de 6,3% em relação ao mesmo período de 2025, e alta de 1,6% em comparação com o segundo trimestre de 2026, segundo o IVS.

Considerando os nove primeiros meses de 2026, o setor acumulou expansão de 4,7% em relação ao intervalo correspondente do ano anterior. Apesar do resultado positivo no trimestre, setembro apresentou pequena retração de 0,3% nas vendas nacionais em comparação com agosto, movimento avaliado como uma acomodação após avanços anteriores.

Segundo Guilherme Freitas, economista e pesquisador da instituição, “a renda das famílias continua contribuindo para sustentar o consumo, especialmente nos segmentos relacionados às necessidades cotidianas. Por outro lado, as condições de crédito ainda dificultam o crescimento de atividades que dependem mais de financiamento.”

Para o Maranhão, o desafio é transformar o desempenho de um mês em ritmo sustentado, especialmente com segmentos como Móveis e Eletrodomésticos e Material de Construção ainda pressionados pelas condições de crédito, enquanto combustíveis e supermercados puxam os ganhos.

O resultado de 7,7% em setembro colocou as vendas do comércio no Maranhão entre os destaques do país, em um cenário de recuperação desigual entre regiões e setores, e sinaliza atenção para políticas que ampliem acesso ao crédito e a renda, para expandir o crescimento aos segmentos mais dependentes de financiamento.

Compartilhe esta notícia:
WhatsApp Facebook

Notícias relacionadas

RÁDIO SÃO LUÍS, O SUCESSO ESTÁ DE VOLTA

Ouça agora a rádio que toca o som da ilha

Música de qualidade, informação com credibilidade e a voz de São Luís, 24 horas por dia, no seu computador ou celular.

NO AR
Rádio São Luís — Ao Vivo
Carregando...
ter(); ?>