Política

TSE adia julgamento sobre validade da candidatura de Deltan Dallagnol, risco de anular quase 3 milhões de votos e provocar eleição suplementar no Paraná

09 de outubro de 2026 às 06:02
• Por Redação Rádio São Luís • 3 min de leitura
TSE adia julgamento sobre validade da candidatura de Deltan Dallagnol, risco de anular quase 3 milhões de votos e provocar eleição suplementar no Paraná
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Adiado pelo Tribunal Superior Eleitoral, o julgamento sobre a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná segue sem nova data, e pode resultar na anulação de votos e convocação de eleição suplementar

O Tribunal Superior Eleitoral adiou, nesta quinta-feira (8), o julgamento sobre a validade da candidatura de Deltan Dallagnol, do partido Novo, para o Senado.

Deltan Dallagnol recebeu quase 3 milhões de votos e conquistou a segunda vaga para o Senado pelo Paraná, e a eventual invalidação da candidatura pode anular esses votos.

Se a candidatura for considerada inválida, uma eleição suplementar deve ser realizada somente para este cargo ao Senado, conforme a legislação eleitoral, e ainda não foi anunciada nova data para o julgamento, conforme informação divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Contexto eleitoral e implicações imediatas

A suspensão do julgamento mantém em suspense a composição das duas vagas do Senado pelo Paraná, e pode obrigar o agendamento de uma eleição suplementar apenas para a vaga atingida.

A legislação eleitoral prevê que, caso a candidatura seja invalidada, os votos são anulados e a disputa passa a exigir nova votação específica para o cargo, o que poderia alterar o calendário local e mobilizar campanhas em curto prazo.

Histórico do caso e decisões anteriores

A discussão sobre a candidatura de Dallagnol retoma uma situação em 2021, quando ele pediu exoneração do Ministério Público Federal enquanto havia processos administrativos correndo contra ele.

Em 2023, teve o mandato de deputado federal cassado pelo TSE porque o tribunal considerou que ele pediu a exoneração para evitar a perda do cargo e, assim, escapar da Lei da Ficha Limpa.

Em setembro deste ano, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná autorizou o registro de candidatura de Dallagnol. Depois o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, suspendeu a campanha, mas a decisão foi derrubada pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.

Próximos passos e possíveis desdobramentos

Com o adiamento, cabe ao TSE definir nova data para o julgamento, e a expectativa é por movimentações jurídicas e recursos das partes envolvidas.

Se a candidatura de Deltan Dallagnol for invalidada, além da anulação dos votos, haverá custos administrativos e políticos associados à convocação de uma eleição suplementar só para a vaga do Senado, e a resposta do eleitorado pode mudar o resultado final.

O que observar agora

A principal atenção é a data que o TSE vai marcar para retomar o julgamento, e se haverá decisões liminares que alterem temporariamente a situação de Dallagnol durante o processo.

Fontes oficiais e próximos despachos do Tribunal Superior Eleitoral serão determinantes para os prazos e para a confirmação de uma possível eleição suplementar no Paraná.

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