No Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa, Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região e Escola Judicial promoveram debate aprofundado sobre etarismo, ciclos da vida, painel de monitoramento de processos e melhorias em acessibilidade e atendimento prioritário
A atividade ocorreu no Auditório da EJUD16 e reuniu magistrados, servidores, terceirizados, estagiários e pessoas aposentadas, em uma ação promovida pelo Subcomitê para Promoção de Políticas Públicas Judiciais de Atenção às Pessoas Idosas.
A palestra foi ministrada pela fisioterapeuta Patrícia Bogea de Matos e buscou provocar reflexão sobre o envelhecimento, a dignidade e as práticas cotidianas que reforçam o preconceito etário.
O encontro também apresentou ações institucionais, como sinalização, atendimento prioritário e capacitações, e estimulou a participação de aposentados, presencialmente e on-line, conforme informação divulgada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (EJUD16).
Abertura e ações do Subcomitê
A abertura foi conduzida pela juíza titular da 4ª Vara do Trabalho de São Luís e vice-coordenadora do Subcomitê, Maria da Conceição Meirelles Mendes. Ela destacou a necessidade de enfrentar o etarismo no ambiente institucional e apresentou medidas em curso, entre elas a criação de um painel estatístico para monitoramento dos processos envolvendo pessoas idosas, a implantação de sinalização e atendimento prioritário nas unidades do Tribunal, campanhas de sensibilização, estímulo à participação dos usuários em pesquisas de satisfação, além de ações de capacitação sobre etarismo e preparação para a aposentadoria.
Sobre esse esforço institucional, Maria da Conceição afirmou, literalmente, “combater o etarismo institucional é valorizar o conhecimento e a experiência dos que dedicaram décadas ao serviço público. O envelhecimento não é apenas um ciclo natural da vida, mas uma oportunidade de aprendizado, de troca e de fortalecimento institucional”, conforme registro da EJUD16.
Reflexão sobre envelhecimento e prevenção
A fisioterapeuta Patrícia Bogea de Matos tratou o etarismo como tema a ser discutido ao longo de toda a vida, e defendeu que a compreensão do envelhecimento passa por cuidados práticos, como atividade física, alimentação, qualidade do sono e manutenção de relações sociais. Ela também afirmou que a discussão sobre o respeito à pessoa idosa deve começar na educação infantil.
Em suas palavras, “Quando nos unimos com o propósito de falarmos sobre a relevância e importância da dignidade à pessoa idosa, nós estamos falando de nós, dos nossos pais, dos nossos avós, dos nossos familiares e de uma comunidade mais respeitosa”, trecho destacado pela organização do evento.
Participação de aposentados e impacto humano
O evento contou com a presença de pessoas aposentadas do TRT-16, que participaram presencialmente e on-line. A secretária da EJUD16, Sílvia Maria Pontes de Castro, ressaltou a adesão e a relevância do tema para o Tribunal, dizendo, “A Escola Judicial ficou muito gratificada em receber tanta adesão à palestra Etarismo e os Ciclos da Vida. É uma abordagem muito significativa pra fase que a gente se encontra no tribunal”.
Sílvia acrescentou ainda, “Então é uma satisfação receber todos e a palestrante, que mais uma vez colabora com as nossas atividades aqui da EJUD16”. A participação reforçou laços entre servidores e aposentados, e trouxe relatos de trajetória profissional dentro da Corte.
O servidor aposentado Luís Lopes Teixeira destacou o vínculo com o Tribunal, “Eu só tenho a agradecer esse apoio que eu recebi pelo Tribunal, porque foi a casa que eu trabalhei desde quando instalou o Tribunal”, comentário registrado durante a atividade.
Conclusão e próximos passos
A iniciativa integrou ações do TRT-16 voltadas à promoção do respeito, da inclusão e da atenção às pessoas idosas, e gerou encaminhamentos práticos, como a continuidade das capacitações sobre etarismo, a implementação do painel estatístico e novas campanhas de sensibilização.
Ao colocar em pauta a dignidade e a preparação para o envelhecimento, a EJUD16 e o Subcomitê buscam transformar políticas em práticas visíveis no dia a dia do Tribunal, com foco em acessibilidade, atendimento prioritário e valorização da experiência profissional acumulada por quem dedicou décadas ao serviço público.