Tarcísio de Freitas foi reeleito governador de São Paulo com uma vitória folgada, em eleição sem segundo turno, mantendo a liderança do Republicanos no estado.
A vitória amplia o espaço político do governador, que vem conduzindo privatizações e buscando maior aproximação com o setor privado desde 2023.
Os dados oficiais confirmam a dimensão do resultado, conforme informação divulgada pelo g1
Resultado e números oficiais
Os números da apuração mostram que o governador recebeu quase 14,5 milhões votos, o equivalente a 62% dos votos válidos.
O principal adversário, Fernando Haddad, ficou em segundo lugar com 8,4 milhões votos, pouco mais de 36% do total.
Os percentuais e totais deixam claro que a disputa terminou sem necessidade de segundo turno e com vantagem significativa para o vencedor.
Trajetória e marcas do primeiro mandato
Tarcísio assumiu o governo de São Paulo em janeiro de 2023, vindo do cargo de ministro da Infraestrutura no governo Jair Bolsonaro, além de ocupar cargos técnicos no serviço público federal.
No primeiro mandato, o governador consolidou-se como um dos principais nomes do Republicanos e da direita brasileira, apoiado por uma agenda econômica pró-mercado.
Entre as ações mais destacadas estão privatizações, como a da companhia de abastecimento de água do Estado, a Sabesp, e concessões, como as linhas de trem da CPTM, além de investimentos em infraestrutura.
Ao mesmo tempo, a gestão enfrentou críticas na área de educação, por questões como erros em materiais didáticos, militarização de escolas e uso de ferramentas digitais no lugar de professores.
Senado e reforço da base política
As duas vagas do Senado foram ocupadas por aliados de Tarcísio, o que amplia sua base em Brasília e no Estado.
Guilherme Derrite, apoiado pelo governador, é descrito como capitão da reserva da PM, foi deputado federal e ex-secretário da Segurança Pública de Tarcísio de Freitas, onde teve uma gestão marcada pelo aumento da letalidade policial.
André do Prado, do PL, também apoiado por Tarcísio, já foi prefeito de Guararema e era o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, cargos que reforçam sua inserção no cenário estadual.
Impactos e próximos passos
Com a reeleição, a expectativa é de continuidade nas políticas de privatização e parcerias com o setor privado, além de prioridade a projetos de infraestrutura.
O resultado também redimensiona o espaço da oposição em São Paulo, que precisa se reorganizar após a derrota de um nome com trajetória política relevante, como Fernando Haddad.
Nos próximos dias, o governo deve anunciar prioridades para o segundo mandato, e a composição do Senado eleva a capacidade de articulação de projetos junto ao Congresso.