Política

PSD recorre ao STF para garantir segundo turno no Rio de Janeiro, pede liminar para restabelecer votação em 25 de outubro, retomar campanha, urnas e propaganda gratuita

15 de outubro de 2026 às 22:05
• Por Redação Rádio São Luís • 4 min de leitura
PSD recorre ao STF para garantir segundo turno no Rio de Janeiro, pede liminar para restabelecer votação em 25 de outubro, retomar campanha, urnas e propaganda gratuita
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PSD pede ao STF restabelecer o segundo turno no Rio de Janeiro marcado para 25 de outubro, alegando que anulação dos votos de Garotinho não pode alterar a necessidade da etapa final

O PSD protocolou no Supremo Tribunal Federal uma ação para que seja restabelecido o segundo turno no Rio de Janeiro, originalmente previsto para 25 de outubro.

O partido solicita liminar, por entender que o caso é urgente, e pede ainda que a Justiça Eleitoral fixe nova data se houver impedimento para a votação nessa data, antes da diplomação.

Na peça, o PSD afirma que a anulação dos votos de Anthony Garotinho não deveria alterar o cálculo da maioria absoluta, e que os eleitores fizeram uma escolha política ao votar no candidato que constava na urna.

conforme informação divulgada pelo PSD e por decisões do Tribunal Superior Eleitoral

Contexto do caso e os números oficiais

No último dia 8, o Tribunal Superior Eleitoral anulou os votos de Anthony Garotinho, que disputou a eleição com o registro de candidatura indeferido, e recebeu 274 mil votos, o equivalente a 3,17%.

Com a anulação, o Tribunal Regional Eleitoral refez a contagem, e Douglas Ruas, do PL, passou de 49,27% para 50,88% dos votos válidos, percentual que garantiu a vitória no primeiro turno.

O resultado deixou o ex-prefeito Eduardo Paes, do PSD, que havia obtido 42,76%, fora da disputa final.

Argumentos do PSD perante o STF

O partido sustenta que, mesmo que a anulação atinja o candidato e a legenda, os votos deveriam permanecer na base de cálculo da maioria absoluta exigida pela Constituição, pois o nome de Garotinho estava na urna e os eleitores exerceram o direito ao voto.

Segundo o PSD, apenas os votos nulos e brancos ficariam fora desse cálculo, mesmo que o candidato fosse considerado inelegível, desde que tenha participado regularmente da eleição.

Na avaliação da legenda, a interpretação do TSE fere a soberania popular, a segurança jurídica e o direito ao voto, motivos que justificariam a intervenção do STF.

Pedidos práticos feitos ao Supremo

Além da liminar para restabelecer o segundo turno no Rio de Janeiro, o PSD quer que o Supremo determine a retomada imediata da campanha, com a convocação dos candidatos, a preparação das urnas e a volta da propaganda eleitoral gratuita.

O partido também sugere que, se a votação não puder ocorrer em 25 de outubro, seja fixada uma nova data pela Justiça Eleitoral antes da diplomação, para preservar a legitimidade do resultado.

Consequências e próximos passos

Enquanto o STF não decidir sobre a ação, Douglas Ruas permanece como governador eleito no primeiro turno no Rio de Janeiro.

O caso seguirá o rito do Supremo, e uma liminar pode alterar o calendário e a dinâmica da campanha no estado, com impacto direto na definição do governador.

Analistas e atores políticos acompanham a movimentação, que envolve interpretação constitucional sobre o cálculo da maioria absoluta e a proteção do voto do eleitor, enquanto a Corte avalia o pedido de urgência apresentado pelo PSD.

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