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Perdão de dívidas MEI, aumento do teto para R$110 mil em 2027 e R$140 mil em 2028, 461 votos favoráveis, perdão para quase 3 milhões e regras para manter o benefício

16 de outubro de 2026 às 07:02
• Por Redação Rádio São Luís • 3 min de leitura
Perdão de dívidas MEI, aumento do teto para R$110 mil em 2027 e R$140 mil em 2028, 461 votos favoráveis, perdão para quase 3 milhões e regras para manter o benefício
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Projeto aprovado pela Câmara prevê perdão de dívidas MEI, aumento do teto de faturamento em 2027 e 2028, e novas regras para contratação e manutenção do benefício

Uma proposta aprovada na Câmara dos Deputados altera regras do Microempreendedor Individual, com medidas que podem impactar milhões de pequenos negócios.

A matéria reúne aumento do limite de enquadramento, perdão de dívidas e condições para manter o benefício, em votação com ampla maioria no plenário.

A aprovação teve 461 votos favoráveis e apenas 4 contra, conforme informação divulgada pela Câmara dos Deputados.

O que muda no limite de faturamento

O texto reajusta o teto de receita bruta para enquadramento como MEI, com mudanças escalonadas nos próximos anos.

Segundo a proposta, o limite de receita bruta que cada um recebe anualmente para ser considerado microempreendedor individual passará de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027, e R$ 140 mil em 2028.

É a primeira vez desde 2018 que o teto é reajustado, e o aumento visa abarcar negócios que cresceram sem perder os benefícios do regime.

Perdão de dívidas e condições para o benefício

O projeto aprovado também concede perdão total de quase três milhões de MEIs que estão na Dívida Ativa da União, até o dia 13 de outubro.

Para ter o benefício, é necessário manter o pagamento do boleto mensal em dia, nos seis meses após a lei entrar em vigor, sob pena de cancelamento do perdão da dívida.

O microempreendedor também deve desistir de ações judiciais, mas sem precisar pagar honorários pela extinção do processo.

Contratações e abrangência setorial

Outra mudança permite que o microempreendedor individual contrate até duas pessoas, com um salário mínimo ou o piso salarial, em vez de apenas uma.

Hoje a legislação permite apenas uma contratação, e a nova regra vale apenas para indústria, comércio e prestação de serviços rurais.

Impacto fiscal e próximos passos

O governo federal estima o custo da medida para recuperação do crédito, com números divulgados na proposta.

O governo federal estima um impacto orçamentário para recuperação do crédito de R$ 1,1 bilhão ano que vem, R$ 1 bilhão em 2028 e R$ 909 milhões em 2029.

A Proposta de Lei Complementar segue agora para o Senado, e só depois de eventual sanção presidencial é que as novas regras poderão entrar em vigor.

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