Política

MP intensifica fiscalização para garantir direito de voto de indígenas nas Eleições 2026, cobrando transporte, acessibilidade linguística e apoio a mães indígenas

16 de outubro de 2026 às 10:35
• Por Redação Rádio São Luís • 3 min de leitura
MP intensifica fiscalização para garantir direito de voto de indígenas nas Eleições 2026, cobrando transporte, acessibilidade linguística e apoio a mães indígenas
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O Ministério Público recomendou reforço na fiscalização das ações que garantem o direito de voto de indígenas no segundo turno das Eleições de 2026.

O objetivo é corrigir falhas relatadas no primeiro turno, como problemas de transporte, ausência de acessibilidade linguística e falta de acolhimento a eleitoras que estavam com filhos menores.

Pouco mais de 286 mil indígenas estão aptos a votar nas Eleições de 2026, conforme informação divulgada pelo Ministério Público Eleitoral.

Relatos recebidos e exemplos de falhas

A Procuradoria-Geral Eleitoral recebeu relatos de eleitores indígenas de vários estados, entre eles, Minas Gerais, Mato Grosso, Amapá, Pernambuco e Amazonas.

Em Amapá, por exemplo, eleitores dos povos Tiriyó e Kaxuyana não teriam conseguido votar por não compreenderem as orientações dos mesários, que não falavam suas línguas maternas, o que expõe a necessidade de garantir acessibilidade linguística nos locais de votação.

Orientações do Ministério Público para o segundo turno

O MP recomenda que os Procuradores Regionais Eleitorais acompanhem o planejamento do transporte destinado às populações indígenas, verificando itinerários e a quantidade de veículos e embarcações necessárias para atender os eleitores de cada região.

Além disso, foi solicitado que a Justiça Eleitoral disponibilize colaboradores ou facilitadores que conheçam as línguas indígenas faladas em cada área e que haja sinalização impressa nas línguas maternas nos espaços onde funcionam as seções eleitorais.

Acolhimento a eleitoras indígenas e medidas no dia da votação

O documento também recomenda que os mesários sejam orientados a acolher, de forma prioritária e respeitosa, mães indígenas acompanhadas de crianças de colo ou filhos menores, garantindo que possam votar sem enfrentar barreiras práticas.

As orientações do MP visam reduzir a repetição das falhas identificadas no primeiro turno e assegurar que o direito de voto de indígenas seja exercido com segurança, dignidade e em condições de igualdade.

Expectativa para a Justiça Eleitoral

Com as recomendações, o Ministério Público busca que a Justiça Eleitoral adote providências rápidas e coordenadas, integrando logística, comunicação em línguas indígenas e treinamento de mesários, para que o segundo turno ocorra com maior inclusão.

Especialistas e representantes indígenas acompanham o cumprimento das medidas, enquanto promotores eleitorais devem monitorar, nos locais de votação, se as correções foram efetivadas e se o direito de voto de indígenas está sendo garantido na prática.

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