Maranhão elege Fufuca e Lahesio, mandatos começam em 2027 e vão até 2035, Fufuca 21,56% e Lahesio 20,97% em eleição com 11 candidatos
A disputa pelo Senado no Maranhão terminou com a vitória de dois nomes de perfis distintos, em uma eleição marcada pela fragmentação dos votos e pela presença de vários ex-candidatos de peso no estado.
André Fufuca e Lahesio Bonfim garantiram as duas vagas estaduais, em pleito com forte competição entre partidos tradicionais e candidaturas de renovação.
Os resultados oficiais mostram porcentagens próximas entre os dois eleitos, e a cobertura completa traz a distribuição dos votos e as trajetórias políticas de cada um, conforme informação divulgada pelo g1.
Resultado e números
Com 21,56% dos votos, Fufuca obteve a maior votação entre os 11 candidatos. Lahesio ficou logo atrás, com 20,97%, assegurando a segunda cadeira destinada ao estado. Roseana Sarney (MDB) terminou em terceiro lugar, com 16,05%. Na sequência aparecem Weverton Rocha (PDT), com 14,85%, e Eliziane Gama (PT), com 9,68%.
Além dos cinco primeiros colocados, Cidonio Gonçalves (PL) registrou 8,71% dos votos, seguido de Hilton Gonçalo (Mobiliza), com 6,40%. Enilton Rodrigues (PSOL) alcançou 1,20%; Simplício Araújo (DC), 0,34%; e Wilson Leite (PSTU), 0,16%. Raimundo Moreira (PCB) também participou da eleição.
Trajetória dos eleitos
André Fufuca é deputado federal e ex-ministro do Esporte no governo Lula, e concorreu pela coligação Maranhão de Cara Nova. A aliança reuniu a Federação PSDB/Cidadania e a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP.
Lahesio Bonfim chega ao Senado após ter comandado a Prefeitura de São Pedro dos Crentes. Filiado ao Novo, disputou pela coligação Pra Transformar o Maranhão, que também contou com o PSD.
O que muda e o mandato
Os mandatos começam em 2027 e seguem até 2035. Com a posse, Fufuca e Lahesio passam a integrar a bancada maranhense no Senado, onde terão influência em temas federais e em projetos de interesse do estado.
A vitória consolidou uma configuração política local distinta, com a confirmação de forças do PP e do Novo, e com candidatos tradicionais ficando fora das vagas, em resultado que reflete a pluralidade do eleitorado maranhense.