São Luís

Mãe denuncia escola de Alagoinhas após criança com autismo de 6 anos ser enviada envolta em sacola plástica e com fralda suja, polícia investiga o caso

04 de outubro de 2026 às 10:12
• Por Redação Rádio São Luís • 4 min de leitura
Mãe denuncia escola de Alagoinhas após criança com autismo de 6 anos ser enviada envolta em sacola plástica e com fralda suja, polícia investiga o caso
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Polícia Civil investiga denúncia de constrangimento, família reclama de falta de troca e transporte envolvido, administração municipal promete apuração e possíveis medidas administrativas

Um menino de 6 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista, foi enviado da Escola Municipal de Educação Integral do Campo para casa envolto em uma sacola plástica, segundo a família.

A mãe relata que a criança chegou com a fralda cheia de fezes e que roupas e fraldas estavam na mochila, informação que contrapõe a justificativa da escola para não fazer a troca.

A denúncia teve origem em um episódio ocorrido em 24 de setembro e levou a família a registrar boletim de ocorrência, além de procurar o Ministério Público e exigir providências, conforme informação divulgada pelo g1.

Relato da família e episódios anteriores

A mãe, Camila de Jesus Almeida, afirma que a escola ligou para avisar que o filho retornaria para casa porque não havia fralda nem roupa disponíveis para a troca, apesar de, segundo ela, os materiais estarem na mochila do menino.

Os familiares dizem que situações semelhantes já ocorreram em outras três ocasiões, sempre com fraldas e roupas encontradas na mochila, e que a criança foi devolvida sem a troca necessária.

A família também relata que, após cobrar explicações, ouviu da diretora que a sacola havia sido colocada na criança para evitar que ela sujasse o veículo da Secretaria Municipal de Educação usado no transporte.

Investigação policial e posicionamento da prefeitura

“A Polícia Civil investiga uma denúncia de constrangimento contra uma criança de 6 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em Alagoinhas, no interior da Bahia.”

Além do boletim de ocorrência, a Polícia Civil informou que realiza diligências e ouve os envolvidos para esclarecer as circunstâncias do caso, conforme comunicado da corporação.

Em nota, a Prefeitura de Alagoinhas declarou que a Secretaria Municipal de Educação ouviu família e profissionais, encaminhou relatos e documentos ao setor jurídico e instaurará uma sindicância, para apurar os fatos e verificar eventual responsabilidade funcional.

Reação da mãe e pedido por mudança

Camila disse que não permitirá o retorno do filho à unidade enquanto a direção não for alterada, e que a criança não recebeu atendimento psicológico após o episódio.

Depois de conceder entrevista a uma rádio local, a mãe foi chamada para nova reunião com a secretaria, onde, segundo ela, foi sugerida a transferência do menino para outra escola, “Propuseram que eu trocasse meu filho de escola, como se meu filho que tivesse feito algo de errado”, afirmou a mãe.

Próximos passos e impactos

O caso segue em apuração policial e administrativa, e a família aguarda providências que garantam atendimento adequado e respeito aos direitos da criança com autismo.

Advogados e órgãos de defesa de direitos da pessoa com deficiência costumam recomendar acolhimento psicológico imediato, registro formal de ocorrências e acompanhamento judicial quando houver indícios de negligência ou constrangimento.

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