A campanha para o segundo turno voltou a toda velocidade após o fechamento das urnas, com movimentos opostos nas estratégias de Lula e de Flávio Bolsonaro.
De um lado, o candidato do PT fez uma reunião de coordenação para recompor a campanha e pedir que apoiadores superem a decepção e mantenham empenho até o dia 25.
Do outro, o PL discute convites para debates e agenda presencial em Goiás, enquanto tenta consolidar apoios regionais, conforme informação divulgada pelo g1.
Lula reforça mobilização de rua e aponta problemas no Supremo
Em reunião de coordenação, Lula pediu que a militância trabalhe intensamente até o dia 25, e que se busque entender a abstenção, porque mais de 30 milhões de eleitores não foram votar, segundo a avaliação citada pela campanha.
Ao comentar a crise envolvendo o Supremo e as denúncias de ligação de ministros com Daniel Vorcaro, Lula afirmou, “só tem um candidato antissistema. E somos nós. Estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade estabelecida na Suprema Corte depois dessas denúncias”.
O petista também deixou claro que continuará a fazer campanha nas ruas e que, para ele, é importante participar do debate televisivo, por ser um confronto direto, um tê te-a-tê.
Flávio Bolsonaro avalia convites para debates e amplia articulação em Goiás
Flávio Bolsonaro e sua equipe realizaram reuniões internas e demonstraram disposição para disputar debates, segundo o coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho.
Marinho afirmou que Flávio “vai debater, viu”, e que já recebeu quatro ou cinco convites diferentes, todos em avaliação, enquanto a equipe define quais embates serão feitos.
Para hoje, Flávio está programado para estar em Goiânia, onde se encontra com o quinto colocado na votação, Ronaldo Caiado, que já declarou apoio a ele, e com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Pressão sobre o Judiciário e próximos passos políticos
Rogério Marinho informou ainda que se reunirá com o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, para tratar do que chamou de interferência indevida do Judiciário, com o objetivo de “Colocar as preocupações”, disse ele.
Enquanto isso, a dinâmica da disputa passa por dois eixos: a mobilização presencial proposta por Lula, e a busca de Flávio por confrontos em debates e por apoios regionais, com interlocuções diretas ao Judiciário e a aliados.
O que observar até o dia 25
Nos próximos dias, será importante acompanhar a agenda de debates, os encontros entre candidatos e aliados, e possíveis manifestações sobre a alta abstenção, que a campanha de Lula destacou como um ponto a ser compreendido e superado.
Também vale observar qualquer desdobramento nas conversas entre representantes do PL e do Supremo, e se isso influenciará a percepção do eleitorado na reta final da disputa.