Política

Fim da escala 6×1, Senado aprova PEC que reduz jornada para 40 horas e leva proposta à promulgação após votações de 76 a 1 e 75 a 1

15 de outubro de 2026 às 09:36
• Por Redação Rádio São Luís • 4 min de leitura
Fim da escala 6×1, Senado aprova PEC que reduz jornada para 40 horas e leva proposta à promulgação após votações de 76 a 1 e 75 a 1
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O Senado Federal aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição que determina o fim da escala 6×1 e garante dois dias de folga por semana para trabalhadores com carteira assinada.

A PEC foi votada em dois turnos, com ampla maioria, e agora segue para promulgação pelo Congresso Nacional nos próximos dias.

As principais mudanças afetam a jornada, folgas, prazos de adaptação e regras especiais para alguns grupos de trabalhadores, leia a seguir os detalhes e as citações oficiais, conforme informação divulgada pelo Senado Federal.

Como foi a votação

Na primeira votação, a PEC recebeu 76 votos a favor e 1 contrário. No segundo turno, foram 75 votos favoráveis e 1 contra.

Em ambas as votações, apenas o senador Hamilton Mourão, Republicanos-RS, não aprovou a redução da jornada de trabalho no país.

Ao anunciar o resultado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, declarou, “Está encerrada a votação em segundo turno. Determino à secretaria-geral da mesa que mostre no painel o resultado. Votaram sim 75 senadores e senadoras. Não, um senador. Está aprovada a proposta em segundo turno”.

O que muda para os trabalhadores

Com o fim da escala 6×1, a carga horária máxima semanal passa de 44 para 40 horas, em um período de transição de 14 meses.

O texto prevê que os dois dias de repouso semanal ocorram sem redução salarial, mantendo a jornada de até 8 horas diárias, com possibilidade de compensação de horas por acordo coletivo.

Também ficou definido que uma lei complementar deverá estabelecer regras específicas para micro e pequenas empresas.

Exceções e prazos

Para trabalhadores com ensino superior que recebam acima de R$ 21,1 mil, a proposta estabelece que não haverá controle de jornada obrigatório.

No caso de empregados contratados por empresas terceirizadas do setor público, a redução do tempo de trabalho dependerá de um aditivo contratual, e o prazo de adaptação poderá chegar a até 12 meses.

Reações e próximos passos

O senador Renan Filho, MDB-AL, afirmou sobre a promulgação, “Dado que o primeiro e o segundo turno foram votados hoje, o ideal é que a promulgação saia o quanto antes. Isso agora depende do presidente Davi. Mas pelo ânimo com que ele encerrou a sessão, acredito que ele fará o quanto antes. Se der tudo certo, quem sabe até mesmo amanhã. Acho que o Brasil todo está esperando por isso. Uma sessão dessa, histórica, porque mesmo aqueles que criticaram durante tanto tempo, que se opuseram à pauta, na hora do tema indo à pauta, são obrigados a reconhecer e a votar”.

O autor da proposta na Câmara, deputado Reginaldo Lopes, destacou o caráter histórico da mudança, “É a maior vitória depois da CLT de 1943. Por que essa vitória é maior que a vitória da Constituição de 1988? Porque a Constituição de 1988 garantiu 4 horas. Nós garantimos uma redução de quatro horas e dobramos o tempo livre do trabalhador brasileiro. Então é uma vitória do povo”.

A PEC já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, e com a decisão favorável do Senado, o Congresso Nacional deve promulgar a proposta nos próximos dias, consolidando o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais.

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