Três pessoas foram levadas à Polícia Federal em Caxias após uma abordagem por suspeita de compra de votos na zona rural de Afonso Cunha.
A ação ocorreu por volta das 20h de quarta-feira, no povoado Santa Rita, após denúncia anônima sobre suposta corrupção eleitoral.
Durante a revista foram apreendidos dinheiro, materiais de campanha e um caderno com anotações que sugerem controle de votos, conforme informação divulgada pelo g1.
Abordagem e encaminhamento à Polícia Federal
Segundo o registro do 44º Batalhão da Polícia Militar, os agentes identificaram um Toyota Etios branco com material de campanha e determinaram a parada do veículo.
No carro estavam Beatriz de Sousa Mendes, Carlos Alberto Santos da Silva e Francisca Maria Rodrigues Silva, que afirmaram estar pedindo votos para os candidatos mostrados nos santinhos.
Os três ocupantes foram apresentados à Polícia Federal para os procedimentos cabíveis, segundo o registro da ocorrência.
O que foi apreendido
A PM informou que durante a busca foi recolhido um caderno com nomes acompanhados de números, que seriam quantidades de votos, e marcações com a palavra “ok”.
Também foram apreendidos R$ 960, três celulares, aproximadamente 549 santinhos, 34 bandeiras, adesivos, outros materiais de campanha, além do veículo.
Denúncia cita Arquimedes Bacelar e documentos encontrados
A denúncia que motivou a ação apontava Arquimedes Américo Bacelar como suposto mandante da compra de votos e mencionava possíveis ameaças a opositores, acusações que ainda dependem de apuração.
O material eleitoral apreendido continha imagens de Arquimedes Bacelar e Eduardo Braide, e os militares encontraram duas notas de combustível em nome de Bacelar, nos valores de R$ 150 e R$ 261,47.
Situação processual e próximos passos
O registro não relata apreensão de armas, nem atribui a Braide participação na suposta prática investigada, a menção ao candidato está relacionada à sua imagem nos materiais encontrados.
O documento não informa se houve autuação em flagrante, nem detalha a situação dos três após o encaminhamento à PF. A reportagem tenta contato com a defesa dos suspeitos, espaço segue aberto para eventuais esclarecimentos.