Política

Campanha de Lula denunciará Meta na OEA por interferência nas eleições, acusando ‘seletividade algorítmica’ e bloqueio de imagens de Lula

15 de outubro de 2026 às 10:05
• Por Redação Rádio São Luís • 3 min de leitura
Campanha de Lula denunciará Meta na OEA por interferência nas eleições, acusando ‘seletividade algorítmica’ e bloqueio de imagens de Lula
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A campanha do presidente Lula informou que vai denunciar a Meta na Organização dos Estados Americanos, atribuindo à empresa atuação que, segundo a equipe, interfere no processo eleitoral brasileiro.

O movimento vem após relatos de usuários sobre respostas diferentes de uma inteligência artificial da Meta, e depois da petição protocolada no Tribunal Superior Eleitoral, que apontou problemas na entrega de postagens.

A campanha diz ter se reunido com partidos e entidades de defesa da democracia de 12 países para apresentar a denúncia por interferência externa das big techs, com foco na Meta, conforme informação divulgada pela Agência Brasil.

O que a campanha alega

Segundo a petição enviada ao TSE, os advogados da campanha afirmaram que o algoritmo da Meta está “enviesado” e pratica “seletividade algorítmica”, beneficiando o candidato Flávio Bolsonaro, conforme consta no documento apresentado ao tribunal.

O coordenador da campanha, Camilo Santana, afirmou que foram identificadas restrições na entrega de postagens aos usuários das plataformas da Meta, razão que motivou a ação no TSE.

Casos relatados de geração de imagens pela IA

Usuários relataram que a IA da Meta negou a criação de uma imagem para Lula com o número 13, retornando a mensagem “Não consegui gerar a imagem do panfleto que você pediu”.

Com o mesmo pedido para Flávio, a ferramenta teria gerado um cartaz contendo as frases “Eleições 2026” e “Vote Flávio 22”, e até supostos programas de governo, segundo relatos compartilhados nas redes.

Resposta da Meta e regra do TSE

Em nota, a Meta afirmou que proibiu a recomendação ou geração de imagens de candidatos, e que tomou medidas adicionais para evitar que comandos com o primeiro nome e o número também produzam imagens.

O caso ocorre no contexto de uma resolução do TSE que veda a provedores de aplicação que oferecem inteligência artificial a “ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar candidatos, campanhas ou partidos políticos”, uma restrição citada pela campanha ao acionar o tribunal.

Impacto e próximos passos

A campanha pretende levar a denúncia à OEA depois de ampliar a articulação internacional com partidos e entidades, e aguarda desdobramentos do Tribunal Superior Eleitoral sobre a petição contra a Meta.

Do lado da plataforma, decisões técnicas e de moderação, além de políticas de IA, devem ser observadas pelas autoridades eleitorais para checar possíveis vieses e garantir igualdade de acesso à comunicação política.

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