Maranhão

Professor é condenado a 16 anos por feminicídio brutal cometido na frente do filho no MA; caso chocou o país

15 de outubro de 2026 às 06:12
• Por Redação Rádio São Luís • 4 min de leitura
Professor é condenado a 16 anos por feminicídio brutal cometido na frente do filho no MA; caso chocou o país
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Professor é condenado a 16 anos de prisão por feminicídio na frente do filho no MA

O 3º Tribunal do Júri de São Luís, no Maranhão, proferiu uma condenação de 16 anos de prisão para Carlos Alberto Silva, professor de 43 anos na época do crime, pela morte de sua ex-companheira, uma enfermeira de 24 anos. O brutal assassinato ocorreu em julho de 2009, na residência da vítima, no bairro Vila Ayrton Senna, e o mais chocante é que o crime aconteceu na frente do filho do casal, que tinha apenas 3 anos.

O julgamento, realizado nesta terça-feira (13), foi presidido pela juíza Leoneide Delfina Barros Amorim. O réu, que respondia ao processo em liberdade, teve a prisão preventiva decretada e não poderá recorrer da sentença em liberdade. A vítima, enfermeira, foi morta por estrangulamento, conforme constatado pela perícia. A investigação policial apontou que o professor tentou simular um suicídio para ocultar o crime, alterando a cena da morte.

Este caso, que chocou a sociedade maranhense, já passou por diversas reviravoltas judiciais. Carlos Alberto Silva já havia sido condenado anteriormente, em julho de 2016, a 21 anos de prisão. No entanto, a defesa recorreu, e o julgamento foi anulado. Um novo júri, em agosto de 2019, absolveu o acusado. O Ministério Público do Maranhão (MPMA) recorreu desta decisão, levando o caso a ser novamente anulado e, finalmente, a um novo julgamento nesta terça-feira.

Conforme informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, ao chegarem à residência da vítima, policiais não encontraram sinais de arrombamento. A perícia indicou que a corda e o nó encontrados eram compatíveis com as lesões no pescoço da vítima, confirmando a tese de estrangulamento. Durante o interrogatório, Carlos Alberto negou o crime, mas admitiu ter modificado a cena e não ter buscado ajuda de vizinhos, além de ter tentado simular um suicídio.

O longo caminho até a condenação

A acusação, conduzida pelos promotores de Justiça Raimundo Benedito Barros e Ilma de Paiva Pereira, focou em demonstrar a autoria e a crueldade do crime. A defesa foi realizada pelos advogados Armando Serejo e Jimmy Deyglisson Silva. A sessão do júri contou com a participação de oito testemunhas, e foi acompanhada pelo filho da vítima, agora um jovem adulto, e pela mãe da enfermeira, que testemunharam o desfecho de um caso que marcou suas vidas.

Feminicídio antes da tipificação da lei

O crime ocorreu antes da entrada em vigor da Lei do Feminicídio, em 2015. Por isso, Carlos Alberto Silva foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado. A pena de 16 anos de reclusão reflete a gravidade dos fatos, a violência empregada e o impacto devastador na vida da família, especialmente do filho que presenciou a cena trágica. A decisão busca trazer um senso de justiça para a família da vítima após mais de uma década de espera.

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