São Luís

Pix por aproximação perde teto de R$ 500 a partir desta quinta, entenda como ajustar limites, evitar golpes e usar NFC com segurança, segundo o Banco Central

01 de outubro de 2026 às 20:02
• Por Redação Rádio São Luís • 4 min de leitura
Pix por aproximação perde teto de R$ 500 a partir desta quinta, entenda como ajustar limites, evitar golpes e usar NFC com segurança, segundo o Banco Central
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O Pix por aproximação deixa de ter limite específico de R$ 500, clientes poderão solicitar ajuste de limites no aplicativo, e as instituições devem oferecer controles e autenticação, conforme regras do BC

A partir desta quinta-feira, a modalidade do Pix por aproximação passa a operar sem o limite específico de R$ 500 por transação, o que altera a forma como pagamentos por NFC são autorizados.

A mudança foi formalizada pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada em junho, e vale também para cobranças por QR Code, chaves de acesso e pela jornada sem redirecionamento do Open Finance.

Na prática, isso significa que o valor liberado por aproximação dependerá do limite configurado em cada conta, e os bancos precisam disponibilizar ferramentas para o cliente administrar esses valores, conforme informação divulgada pelo Banco Central.

O que muda na prática

Remover o teto de R$ 500 não autoriza automaticamente pagamentos acima desse valor, o que torna essencial que o usuário configure os limites no app da sua instituição.

O cliente poderá, por exemplo, realizar uma transação de R$ 600 ou R$ 1 mil por aproximação, desde que o limite configurado para sua conta permita a operação, e desde que sejam aplicados os mecanismos de autenticação exigidos pela instituição financeira.

As instituições financeiras deverão disponibilizar ferramentas nos aplicativos para que os clientes possam administrar os valores autorizados para o Pix por aproximação, o procedimento poderá variar entre os bancos, mas deverá permitir o gerenciamento dos limites e a aplicação dos mecanismos de autenticação exigidos.

Como funciona o Pix por aproximação

O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar dados, e está disponível desde fevereiro de 2025 para apps de bancos e carteiras digitais compatíveis.

Para pagar, o usuário informa que usará o Pix, confere o valor e os dados da cobrança e aproxima o celular da maquininha. Dependendo das configurações do banco, poderá ser solicitada uma autenticação antes da conclusão.

Cuidados e como evitar golpes

Com a possibilidade de realizar pagamentos de valores maiores por aproximação, é importante conferir o valor na maquininha e no celular, verificar o estabelecimento e manter ativos os mecanismos de bloqueio e autenticação do aparelho.

Também é recomendado acompanhar as notificações das transações e revisar periodicamente os limites configurados no aplicativo do banco, pois o fim do teto específico não elimina as demais medidas de segurança utilizadas pelas instituições financeiras.

Uso atual e números da modalidade

Em agosto, foram registradas cerca de 2 milhões de transações por aproximação, o equivalente a 0,06% do total de operações do Pix no mês.

Em janeiro, foram contabilizadas aproximadamente 1,06 milhão de transações na modalidade. No mesmo mês de agosto, o sistema Pix movimentou mais de R$ 3,73 trilhões em cerca de 8,11 bilhões de operações.

Embora o uso do Pix por aproximação ainda seja pequeno frente ao total do Pix, os números vêm crescendo e a alteração das regras pode estimular maior adesão, desde que os usuários mantenham atenção às configurações de segurança e aos limites do aplicativo.

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