São Luís

Operação Quíron afasta delegado regional no Maranhão e investiga peculato, concussão e associação criminosa em delegacias de Grajaú e Barra do Corda

15 de outubro de 2026 às 15:06
• Por Redação Rádio São Luís • 5 min de leitura
Operação Quíron afasta delegado regional no Maranhão e investiga peculato, concussão e associação criminosa em delegacias de Grajaú e Barra do Corda
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Operação Quíron, coordenada pela SECCOR com apoio do GRT e SEIC, cumpre mandados, apreende armas e aparelhos, e afasta o delegado Brito Júnior por 90 dias

Uma operação da Polícia Civil do Maranhão resultou no afastamento do delegado regional Cleosnaldo Brito Sirqueira Júnior, conhecido como Brito Júnior, e em buscas em delegacias e residências em Grajaú e Barra do Corda.

Na ação foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, cinco pessoas foram alvo das medidas, e um caseiro foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

As medidas e os detalhes das apreensões foram divulgados pela Polícia Civil do Maranhão, conforme informação divulgada pela Polícia Civil do Maranhão

Objetivo da investigação e alvos

Segundo a Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção, a Operação Quíron apura possíveis práticas de peculato, concussão, fraude processual, falsidade ideológica e associação criminosa.

O inquérito foi aberto após requisição do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, o Gaeco, do Ministério Público do Maranhão, após uma denúncia, e as medidas judiciais foram autorizadas pela juíza Bruna Fernanda Oliveira da Costa, da Comarca de Grajaú.

Buscas em delegacias e propriedades

Com apoio do Grupo de Resposta Tática, GRT, da Superintendência Estadual de Investigações Criminais, os agentes realizaram buscas na Delegacia Regional de Barra do Corda e na residência do delegado afastado.

Em Grajaú, equipes estiveram na delegacia e em um sítio pertencente ao pai do delegado, onde foram encontradas uma arma de fogo e munições. Celulares e computadores foram apreendidos e serão periciados.

Durante as diligências, Charles Aminde Silveira dos Santos, que trabalha como caseiro no sítio, foi preso em flagrante por suspeita de porte ilegal de arma de fogo.

Medidas judiciais e comando interino

A decisão judicial determinou o afastamento de Brito Júnior das funções por 90 dias, o recolhimento de sua arma e a proibição de aproximação da delegacia e dos demais investigados.

Durante o afastamento, o delegado Eduardo Galvão, titular do 1º Distrito Policial de Barra do Corda, responderá interinamente pela Delegacia Regional.

Reações e defesa do afastado

O delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros, afirmou que “suspeitas envolvendo integrantes da instituição devem ser investigadas com o mesmo rigor aplicado aos demais casos”, e a secretária de Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, “defendeu a apuração independente e o respeito às garantias legais”.

Em manifestação divulgada, Brito Júnior afirmou que “não foi preso e que ainda não havia conseguido acessar os autos. Disse respeitar a decisão judicial, mas questionou as circunstâncias da investigação e levantou a possibilidade de perseguição”. Ele afirmou também que os fatos sob apuração já teriam sido justificados e comprovados, e disse que procuraria seu advogado para esclarecer o caso.

No pronunciamento, o delegado atribuiu a denúncia a um colega com quem disse manter um conflito pessoal, e relatou que esse outro delegado teria tentado sacar uma arma contra ele no ano passado, situação que, segundo Brito Júnior, não teria sido devidamente apurada. As acusações feitas por Brito Júnior contra o colega não foram confirmadas de forma independente.

Próximos passos da investigação

A Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção, SECCOR, segue à frente da apuração. A Polícia Civil informou que o nome Operação Quíron faz referência ao centauro associado à sabedoria e à cura, simbolizando a identificação e a correção de possíveis irregularidades dentro da instituição.

Os materiais apreendidos, incluindo celulares e computadores, serão analisados pelos investigadores, e o inquérito deve prosseguir até que seja possível concluir se as suspeitas representam responsabilização dos envolvidos.

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