São Luís

Inteligência artificial e reconhecimento facial ampliam vigilância no Maranhão, contribuindo para 513 prisões desde 2022 e 155 somente em 2026

17 de outubro de 2026 às 14:03
• Por Redação Rádio São Luís • 6 min de leitura
Inteligência artificial e reconhecimento facial ampliam vigilância no Maranhão, contribuindo para 513 prisões desde 2022 e 155 somente em 2026
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Rede de câmeras, Sistema Hydra, reconhecimento facial e OCR integrados resultaram em aumento de prisões e monitoramento constante na Grande Ilha do Maranhão

Inteligência artificial aplicada ao videomonitoramento tem sido usada para identificar procurados e veículos com restrição nas ruas da Grande Ilha, ampliando a atuação das equipes de segurança.

Operadores analisam alertas gerados automaticamente, verificam possíveis correspondências e acionam as equipes de campo, de forma que a tecnologia funcione como apoio às abordagens.

Os dados oficiais revelam crescimento expressivo nas prisões apoiadas por sistemas inteligentes em 2026, conforme informação divulgada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança, vinculado à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA).

Como funciona a integração entre câmeras e sistemas

A estrutura do CIOPS combina inteligência artificial, leitura automática de placas, e o cruzamento de informações policiais para transformar imagens em alertas úteis às equipes.

O Sistema Hydra reúne dados sobre mandados judiciais e automóveis relacionados a ocorrências policiais, a plataforma possui mais de 3 mil registros faciais e informações de procurados nos estados do Maranhão, Piauí e Tocantins.

Na Grande Ilha, a rede de monitoramento conta com mais de 450 câmeras instaladas em pontos estratégicos, algumas com movimento em 360 graus e recursos de aproximação, permitindo acompanhamento em tempo real e envio de informações às equipes nas ruas.

No reconhecimento facial, as imagens captadas pelas câmeras são comparadas com fotografias do banco de dados, e quando a tecnologia aponta uma possível correspondência, o alerta passa pela avaliação dos profissionais do CIOPS antes de acionar a polícia.

Números e crescimento dos resultados em 2026

Desde 2022, a integração tecnológica auxiliou na realização de 513 prisões no Maranhão. Desse total, 155 ocorreram entre janeiro e 12 de outubro de 2026, o maior resultado anual registrado pelo CIOPS, vinculado à SSP-MA.

Somente em 2026, 77 prisões tiveram apoio do reconhecimento facial, enquanto outras 78 decorreram de abordagens de veículos identificados por sistemas de monitoramento.

O avanço mais expressivo nos indicadores de 2026 ocorreu no reconhecimento facial. Entre 2023 e 2025, essa tecnologia havia auxiliado 18 prisões, nos primeiros nove meses e 12 dias deste ano, o número chegou a 77, mais de quatro vezes o total acumulado nos três anos anteriores.

Na comparação específica com 2025, quando foram registradas sete prisões com apoio do reconhecimento facial, o crescimento atingiu 1.000%.

Somados, os dois mecanismos respondem pelas 513 prisões registradas no período, com 95 prisões com apoio do reconhecimento facial, considerando os dados apresentados a partir de 2023, e 418 decorrentes de abordagens veiculares.

Validação humana e procedimentos operacionais

Os alertas gerados pelos sistemas não resultam em ações automáticas, os operadores checam as imagens e só então repassam informações às equipes, garantindo verificação prévia antes das abordagens.

Como explicou o diretor do CIOPS, major Santos Junior, “Quando o sistema emite um alerta, nossos operadores realizam a verificação e repassam as informações às equipes policiais. Essa integração entre tecnologia e atuação operacional é fundamental para localizar pessoas procuradas pela Justiça e identificar veículos relacionados a crimes”, explicou.

A secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, também salientou o papel da tecnologia no apoio às forças de segurança, “Estamos utilizando a tecnologia para ampliar a capacidade de atuação das nossas forças de segurança. Hoje, conseguimos identificar pessoas procuradas pela Justiça e veículos envolvidos em crimes por meio de sistemas inteligentes que auxiliam o trabalho dos policiais nas ruas”, afirmou.

Uso em ocorrências e balanço das ações

Além das prisões, o videomonitoramento é utilizado no acompanhamento de situações que exigem resposta dos serviços de segurança e emergência. Entre janeiro e 12 de outubro de 2026, o CIOPS acompanhou 5.089 ocorrências gerais, incluindo acidentes de trânsito, incêndios e outros atendimentos.

No mesmo intervalo, foram contabilizadas 673 ocorrências criminais relacionadas a roubos, furtos, tráfico de drogas e outros delitos, informações que ajudam a orientar o deslocamento e a atuação das equipes no atendimento.

Para localizar veículos com restrição, a estrutura usa tecnologia de reconhecimento óptico de caracteres, OCR, que lê placas automaticamente e compara com registros de automóveis roubados, furtados, clonados ou relacionados a investigações, e quando há irregularidade, os operadores comunicam a ocorrência às equipes em campo.

Segundo o CIOPS, o resultado de 2026 reflete a combinação entre monitoramento permanente, análise de informações e atuação das forças, com investimentos na modernização dos equipamentos e integração entre órgãos, e o uso da inteligência artificial como ferramenta de apoio às operações.

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