Benito di Paula morreu aos 84 anos em São Paulo, cantor, compositor e pianista que aproximou o piano do samba romântico, com sucessos como “Retalhos de Cetim” e “Ah! Como Eu Amei”
Benito di Paula, nome artístico de Uday Vellozo, morreu neste domingo, aos 84 anos, em São Paulo. O artista estava internado no Hospital 9 de Julho, onde recebeu assistência médica nos últimos dias.
Ao longo da carreira, Benito di Paula ficou conhecido por juntar o piano ao samba, criando uma sonoridade própria, e por interpretar com intensidade suas composições românticas.
Segundo a assessoria, o artista enfrentava um câncer havia cerca de um ano, e os detalhes sobre velório e sepultamento ainda seriam anunciados pela assessoria, conforme informação divulgada pela assessoria.
Trajetória e começo da carreira
Natural de Nova Friburgo, no interior fluminense, Uday Vellozo adotou o nome artístico Benito di Paula e iniciou a vida musical jovem, cantando em hotéis e casas noturnas do Rio de Janeiro. Foi posteriormente para São Paulo, onde estabeleceu residência e consolidou a carreira.
O uso do piano, incomum no samba popular da época, virou marca registrada de Benito, e ajudou a diferenciar seu repertório, que transitou entre o samba e melodias românticas.
Sucessos e legado musical
Entre as músicas que ficaram no repertório do público estão “Retalhos de Cetim”, “Do Jeito Que a Vida Quer” e “Ah! Como Eu Amei”. Essas canções permaneceram em shows, gravações e na memória de fãs, reforçando o papel de Benito como referência do samba romântico.
A sonoridade reconhecível e a interpretação intensa de Benito influenciaram gerações de músicos e fãs, e mantiveram sua obra presente nas rodas de samba e em rádios ao longo das décadas.
Vida pessoal e família
Benito dividiu apresentações com o filho Rodrigo Vellozo, que também atua como cantor e pianista, mantendo a ligação familiar com a música. Outro filho, André Vancellote Vellozo, morreu em 2019, aos 36 anos.
Ao longo da vida, Benito alternou vida pública e privacidade, mas sempre teve a música como centro de sua trajetória, transmitindo emoção nas performances ao piano.
Homenagens e lembranças
A ligação de Benito com o samba ainda rendeu homenagens, como a participação da escola Águia de Ouro no Carnaval paulistano de 2025, que levou sua história para a avenida.
Até o momento, a assessoria informou que os detalhes do velório e do sepultamento ainda seriam anunciados pela assessoria. A morte de Benito di Paula deixa marcada a lembrança de um artista que aproximou o piano do samba, e que teve canções que atravessaram gerações.