DNIT adia implosão da Ponte dos Mosquitos na BR-135 por falta de autorização legal
A implosão da Ponte sobre o Estreito dos Mosquitos, na BR-135, que era aguardada para o dia 18, foi oficialmente adiada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A decisão pegou de surpresa muitos que acompanhavam o cronograma da obra de reconstrução.
O motivo principal para o adiamento, conforme divulgado pelo DNIT, é a necessidade de obter todas as autorizações legais e documentações pendentes junto aos municípios envolvidos. A liberação para o uso de explosivos pelo Exército Brasileiro é um dos entraves.
A situação gera atenção especial, pois a Ponte dos Mosquitos é uma via vital para o abastecimento da capital maranhense, São Luís, e para o acesso rodoviário ao complexo portuário da cidade. Acompanhe os detalhes e o que isso significa para o tráfego na região.
Autorizações municipais e do Exército são cruciais para a demolição
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) confirmou que a etapa de implosão da Ponte sobre o Estreito dos Coqueiros, também conhecido como Estreito dos Mosquitos, na BR-135, precisou ser adiada. A necessidade de concluir as autorizações e os documentos legais junto aos municípios envolvidos é o fator determinante.
O município de Bacabeira já emitiu sua autorização para a realização do serviço. Contudo, o DNIT ainda aguarda o aval do município de São Luís. Esta permissão municipal é um passo fundamental para que o órgão possa, em seguida, solicitar ao Exército Brasileiro a autorização para o uso de explosivos.
Uma das exigências para a liberação do Exército é a apresentação de uma declaração de ausência de impedimento para a realização do serviço de implosão. Somente após a conclusão de todas essas providências, uma nova data para a demolição da ponte será definida e divulgada.
Histórico da Ponte e a necessidade de reconstrução
A obra de reconstrução do lado esquerdo da Ponte do Estreito dos Mosquitos, na BR-135, que liga São Luís ao continente, teve o início anunciado para o dia 10 de setembro. O contrato para a obra possui um valor expressivo de R$ 176,7 milhões, e a ordem de serviço foi emitida em 1º de setembro de 2026.
As inspeções realizadas na estrutura antiga revelaram sérios problemas, como deslocamento de blocos de concreto, corrosão da camisa metálica, alto grau de fissuração, exposição e oxidação das armaduras, além de perda de rigidez estrutural. Essas condições, segundo o DNIT, tornaram a demolição da estrutura antiga e a construção de uma nova travessia indispensáveis.
O processo de demolição será realizado de forma controlada e gradual ao longo dos próximos meses, visando não comprometer a estrutura que permanece em operação. O lado direito da ponte continua funcionando normalmente, com melhorias recentes nas juntas de dilatação.
Nova Ponte Estreito dos Mosquitos: projeto e capacidade
O projeto da nova estrutura ficará a cargo do Consórcio Ponte Estreito Maranhão. A contratação segue o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), englobando desde os estudos e projetos até a construção da nova ponte.
A Ponte Marcelino Machado, sobre o Estreito dos Mosquitos, é composta por duas estruturas paralelas. A que será demolida, no sentido de entrada para São Luís, foi construída em 1960 e projetada para suportar veículos de até 24 toneladas. A outra estrutura, no sentido de saída da capital, foi erguida posteriormente.
A ponte original cumpriu sua vida útil, considerando os padrões de carga da época. As normas atuais para novas pontes preveem capacidade para veículos de até 45 toneladas, refletindo o aumento do transporte rodoviário no país. A travessia é fundamental para o abastecimento da capital maranhense e para o acesso ao complexo portuário.