Economia

China impõe taxa de 55% sobre carne brasileira: Entenda o impacto na exportação e o que dizem os frigoríficos

02 de outubro de 2026 às 07:12
• Por Redação Rádio São Luís • 3 min de leitura
China impõe taxa de 55% sobre carne brasileira: Entenda o impacto na exportação e o que dizem os frigoríficos
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China eleva imposto sobre carne brasileira para 55% após atingir cota de importação

A partir desta quinta-feira (1º), a China implementou uma taxa adicional de 55% sobre as importações de carne brasileira. A informação foi confirmada pelo Ministério do Comércio Chinês, gerando preocupação no setor agropecuário do Brasil.

Esta medida, classificada como uma salvaguarda, visa proteger os produtores locais chineses e não é exclusiva ao Brasil, afetando diversos países exportadores. A cobrança extra incide sobre o volume que excede a cota de importação estabelecida para cada nação.

Com isso, a tarifa total sobre a carne brasileira que ultrapassar a cota definida agora atinge 67%, somando-se à taxa padrão de 12%. O Brasil, que possuía uma cota de 1,1 milhão de toneladas, atingiu esse limite em 29 de setembro, segundo o comunicado oficial chinês, conforme divulgado pelo Ministério do Comércio Chinês.

O que são medidas de salvaguarda e como funcionam

As medidas de salvaguarda são instrumentos previstos nos acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC). Elas são aplicadas para gerenciar situações de excesso de importação que possam prejudicar a produção nacional, e não para combater práticas comerciais desleais. Um ponto crucial é que, quando aplicadas, essas salvaguardas atingem importações de todas as origens, não se direcionando a um país específico.

Brasil busca negociação com a China

Diante do novo cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária informou que o tema segue em negociação com as autoridades chinesas. A expectativa é encontrar uma solução que minimize os impactos econômicos para os exportadores brasileiros de carne.

Prejuízos estimados para o setor pecuário brasileiro

No final do ano passado, quando a China anunciou a imposição das cotas, a Abrafrigo, entidade que representa os frigoríficos brasileiros, já havia alertado para possíveis perdas. Na época, a associação estimou que o Brasil poderia deixar de faturar até US$ 3 bilhões em 2026 devido a essa medida, conforme declarações da entidade.

A nova taxa adicional de 55% sobre a carne brasileira intensifica as preocupações sobre a competitividade do produto nacional no gigante mercado asiático, que é um dos principais destinos das exportações brasileiras.

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